As entidades regionais não têm sabido tirar partido do mercado da diáspora, uma realidade com cerca de um milhão de açorianos espalhados pelo mundo, não o aproveitando quer em termos económicos, quer em termos do conhecimento.
É necessário fomentar incentivos para que os inúmeros casos de sucesso que se contam entre os nossos emigrantes, possam contribuir para a nossa região.
Muitos deles conseguiram ultrapassar dificuldades e atingir os seus objectivos pessoais, e por isso são hoje reconhecidos empresários, académicos ou políticos. E esta é já a quarta geração de emigrantes açorianos, especialmente no Canadá e nos Estados Unidos, onde haverá 500 mil pessoas que descendem directamente das nossas ilhas.
Temos de captar os talentos das suas gerações mais novas, para que o seu know-how e capacidade de trabalho sirvam de exemplo aos jovens açorianos. Visitas de estudo regulares para estudantes com ambições empreendedoras, ou a criação de condições preferenciais para que as novas gerações de açorianos na diáspora possam investir nos Açores, devem ser uma prioridade.
Actualmente não há uma estratégia do governo português em relação à preservação do património português na diáspora. Exemplo disso é a não aposta no ensino da língua portuguesa no Canadá e nos Estados Unidos. A promoção da nossa cultura está muito associada à língua, pelo que é necessário apostar em professores qualificados e nas novas tecnologias, recorrendo-se ao e-learning e à formação à distância. E aí as Casas dos Açores poderão ter um papel importante de ligação entre a entidade formadora e as novas gerações de emigrantes.
A frequência de estágios voluntários nos países da diáspora - EUA e Canadá – pode também enriquecer o currículo profissional dos jovens açorianos. Poderiam se criar protocolos com as Casas dos Açores, para que haja um apoio financeiro às deslocações e para as estadias serem feitas em casas de famílias açorianas, em experiências que poderão durar até um mês, mas aproveitado em pleno.
Com o passar das décadas, a saudade vai desaparecendo e a cultura açoriana vai-se perdendo, pelo que, para se mudar o rumo das coisas é fundamental que se projecte a cultura açoriana nas novas gerações de emigrantes e que se criem melhores condições de acesso à nossa região.
Hoje em dia há uma maior vontade das pessoas mais novas em conhecer a terra dos pais e dos avós, um interesse que cai por terra quando sabem que as passagens custam o dobro ou triplo de uma viagem às Caraíbas.
Temos de baixar as tarifas aéreas para o mercado da diáspora, pois isso trará resultados num futuro próximo, numa forma dos nossos emigrantes investirem na sua terra natal, quer com a criação de empresas, ou através do turismo tradicional e religioso.
O golfe é uma das melhores formas de valorizar o destino turístico Açores, pois é um desporto sempre associado a algum peso económico. A promoção e a divulgação dos nossos campos de golfe, com a criação de um torneio exclusivo a emigrantes, seria uma boa medida para incentivar a vinda de mais turistas da diáspora.
A venda da imagem da região deve passar pelas especificidades de cada ilha, com o exotismo de alguns locais a servir de atractivo para a vinda de mais turistas.
