sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Aposta no Mercado da Diáspora


As entidades regionais não têm sabido tirar partido do mercado da diáspora, uma realidade com cerca de um milhão de açorianos espalhados pelo mundo, não o aproveitando quer em termos económicos, quer em termos do conhecimento.

É necessário fomentar incentivos para que os inúmeros casos de sucesso que se contam entre os nossos emigrantes, possam contribuir para a nossa região.

Muitos deles conseguiram ultrapassar dificuldades e atingir os seus objectivos pessoais, e por isso são hoje reconhecidos empresários, académicos ou políticos. E esta é já a quarta geração de emigrantes açorianos, especialmente no Canadá e nos Estados Unidos, onde haverá 500 mil pessoas que descendem directamente das nossas ilhas.

Temos de captar os talentos das suas gerações mais novas, para que o seu know-how e capacidade de trabalho sirvam de exemplo aos jovens açorianos. Visitas de estudo regulares para estudantes com ambições empreendedoras, ou a criação de condições preferenciais para que as novas gerações de açorianos na diáspora possam investir nos Açores, devem ser uma prioridade.

Actualmente não há uma estratégia do governo português em relação à preservação do património português na diáspora. Exemplo disso é a não aposta no ensino da língua portuguesa no Canadá e nos Estados Unidos. A promoção da nossa cultura está muito associada à língua, pelo que é necessário apostar em professores qualificados e nas novas tecnologias, recorrendo-se ao e-learning e à formação à distância. E aí as Casas dos Açores poderão ter um papel importante de ligação entre a entidade formadora e as novas gerações de emigrantes.

A frequência de estágios voluntários nos países da diáspora - EUA e Canadá – pode também enriquecer o currículo profissional dos jovens açorianos.  Poderiam se criar protocolos com as Casas dos Açores, para que haja um apoio financeiro às deslocações e para as estadias serem feitas em casas de famílias açorianas, em experiências que poderão durar até um mês, mas aproveitado em pleno.
Com o passar das décadas, a saudade vai desaparecendo e a cultura açoriana vai-se perdendo, pelo que, para se mudar o rumo das coisas é fundamental que se projecte a cultura açoriana nas novas gerações de emigrantes e que se criem melhores condições de acesso à nossa região.

Hoje em dia há uma maior vontade das pessoas mais novas em conhecer a terra dos pais e dos avós, um interesse que cai por terra quando sabem que as passagens custam o dobro ou triplo de uma viagem às Caraíbas.

Temos de baixar as tarifas aéreas para o mercado da diáspora, pois isso trará resultados num futuro próximo, numa forma dos nossos emigrantes investirem na sua terra natal, quer com a criação de empresas, ou através do turismo tradicional e religioso.

O golfe é uma das melhores formas de valorizar o destino turístico Açores, pois é um desporto sempre associado a algum peso económico. A promoção e a divulgação dos nossos campos de golfe, com a criação de um torneio exclusivo a emigrantes, seria uma boa medida para incentivar a vinda de mais turistas da diáspora.

A venda da imagem da região deve passar pelas especificidades de cada ilha, com o exotismo de alguns locais a servir de atractivo para a vinda de mais turistas.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Graciosa


No dia 18 de Agosto fomos à Graciosa reunir com os militantes daquela ilha.
A desertificação da ilha e a política de transportes foram temas recorrentes abordados pelos jovens.
Uma forma de incentivar a fixação de pessoas nas ilhas da coesão é apostando no sector primário, através da agricultura e pescas.
Para isso torna-se fundamental apostar-se na qualificação profissional de jovens nessas áreas, através de cursos profissionais que possam responder às necessidades locais.
Por outro lado a aposta no turismo só faz sentido se houver uma verdadeira política de transportes. O preço das passagens aéreas e o transporte marítimo de passageiros devem ser revestidos para que se crie uma nova dinâmica na economia da Graciosa.
Neste momento aquela ilha é a mais esquecida do grupo central em termos de transportes. A proximidade com São Jorge e Terceira permite criar um triângulo marítimo que poderia dinamizar a economia da ilha.
Um nova rota de transporte marítimo de passageiros, fazendo ligações regulares com a Calheta em São Jorge, a Graciosa e a Terceira é uma solução para aumentar a deslocação de pessoas e turistas entre estas ilhas.

Resumo da visita à Terceira


No passado dia 16 de Agosto chegámos à ilha Terceira ao final da tarde. Nesse mesmo dia tivemos um encontro com militantes da ilha.
Depois de explicar em traços gerais as linhas principais desta candidatura senti um enorme apoio de todos os presentes. A forma de se estar na política e em particular na JSD, passa muito por querer contribuir com propostas em concreto para a resolução de problemas que a juventude açoriana está a passar. Senti que na Terceira há uma preocupação para se estar dessa forma na política.
Não obstante as festas, os jantares e o convívio que são próprios da juventude, a JSD deve se preocupar em ser a voz da juventude, reunindo e debatendo questões para assim apresentar soluções concretas para as necessidades que os mais novos estão a sentir.

No dia seguinte marcamos uma conferência de imprensa para explicar a nossa proposta na área da toxicodependência.
Sobre esse assunto é necessário alteerar o modo de combate às toxicodependências na região, agindo-se de forma mais incisiva, quer na prevenção primária, no tratamento e na reabilitação.
O toxicodependente deve ser visto como um doente, que precisa de tratamento e que, como tal, deve ser tratado nos sítios para o efeito, ou seja, através do serviço regional de saúde.
Para esse tratamento deverão ser criados espaços físicos nas unidades de saúde existentes, mas destinados apenas ao tratamento dos toxicodependentes e onde, através de uma equipa multi-disciplinar com médicos, psicólogos e assistentes sociais, se acompanhe o doente, de forma mais directa, quer em termos psicológicos, quer nos hábitos de higiene.
Uma forma de atrair a população toxicodependente ao tratamento, seria fornecida, de forma gratuita, a dose da droga de que são dependentes, para dessa forma iniciarem o processo de desintoxicação.
Isso seria feito através de testes e análises clínicas comprovativas da necessidade daquela dose específica, que seria tomada na unidade de saúde e sempre na presença de médicos, assegurando-se assim a dose certa, todas as condições de higiene, e uma desabituação estabelecida de forma gradual e programada.

Com a distribuição gratuita de droga promove-se a diminuição da criminalidade, pois os toxicodependentes deixarão de cometer certos crimes cuja finalidade é apenas o dinheiro para a dose diária, e por outro lado pode diminuir-se o preço da droga, desincentivando a prática ilícita da sua venda, pois uma das formas de combater o tráfico é desvalorizando aqueles produtos.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Ilha das Flores



Durante os dias 15 e 16 de Agosto estivemos na ilha das Flores.

Reunimos com militantes em ambos os dias para divulgarmos as ideias da nossa candidatura.

Reforçamos a intenção de que este projecto pretende apresentar soluções para os problemas da juventude açoriana, realçando neste caso de uma melhor política de transportes marítimos bem como a redução das tarifas aéreas.

O turismo nos Açores é uma área estratégica onde, no caso particular das Flores, dada a beleza natural da ilha tem que ser potenciada.

Corvo

No passado dia 15 de Agosto fomos à ilha do Corvo, data da festa da padroeira da ilha, Nossa Senhora dos Milagres, para contactar com os militantes da JSD local.

A visita serviu para ficarmos a par da realidade daquela ilha bem como apresentar o nosso projecto de candidatura à JSD Açores.

Aproveitamos para divulgar que a aposta no ensino à distância, através de e-learning, poderá ser uma aposta para que os jovens não tenham que sair da ilha a partir do 10º ano de escolaridade.

Por outro lado, é necessário insistir com as entidades competentes para que o cabo de fibra óptica chegue às ilhas das Flores e Corvo. É inadmissível que em pleno século XXI essas ilhas não tenham as mesmas regalias do que as restantes no que toca às novas tecnologias de informação.

Resumo da visita ao Faial


A visita ao Faial começou com uma reunião com a Associação de Estudantes da Escola Secundária Manuel de Arriaga.

O encontro serviu para apresentarmos o nosso projecto onde as associações de estudantes terão um papel fundamental como forma de participação cívica.

A distribuição de um manual e formação específica para os jovens que estejam interessados em pertencer a associações de estudantes foram alguns dos temas abordados e que esta candidatura irá implementar.

Mais tarde tivemos uma reunião com militantes da JSD Faial onde aproveitamos para expor o nosso projecto, reforçando a intenção de haver uma estratégia regional para o rumo da JSD Açores. Essa estratégia regional passará por uniformizar critérios na divulgação de informação a todas as estruturas locais.

Essa é uma forma de todos falarem a uma só voz para que os militantes saibam e defendam a posição da JSD junto da população local.